16 julho 2013

Tenho-me descoberto mais do que pensava vir a descobrir algum dia. Sempre que me perguntam quem eu sou, nunca sei responder, mas no fundo eu sei perfeitamente quem e como sou. Sou uma rapariga difícil, e, por isso, não sou nada fácil de lidar, nem tão pouco de agradar. Dificilmente gosto de alguém, e dificilmente dou confiança a um ser humano. Também, nunca ou quase nunca me vou pelo que me dizem, odeio influenciar-me, gosto de fazer as coisas pela minha consciência, porque se as fizer, poderei assumir o meu erro, se não as fizer, ficarei com a mente possuída de pensamentos pois se der errado irei sempre, direta ou indiretamente culpar quem me influenciou, tendo sido eu a influenciada. Detesto que me chamem à atenção, pois mesmo que não admita nem reconheça, eu sei que errei, e tenho, acho, que um dom. Quando erro, fico de consciência pesada e com imensos remorsos, penso imenso sobre o que fiz, e dá-me uma vontade imensa de remediar o que fiz, mas se há coisa que aprendi com a vida, é que, errar, faz-nos bem. E mal. Mas faz-nos bem pois ao errarmos aprendemos e crescemos. E a vida também não vem com manual de instruções, e, se assim fosse, a vida não teria piada. Sou muito reservada, pois todas as desilusões que já me foram dadas até hoje, fizeram com que deixasse de confiar em certas pessoas e que deixasse de demonstrar certos sentimentos, pois sei que, mais cedo ou mais tarde, alguém me irá desiludir positiva ou negativamente. Não tenho medo de nada e simultaneamente tenho medo de tudo, tenho medo de me desiludir, assim como tenho medo de desiludir outras pessoas, mas eu, dos outros, não espero nada, nem de bom, nem de mau. Aprendi, ao longo de toda a minha vida, a não criar expectativas em relação a nada nem ninguém para jamais me desiludir. Prefiro surpreender-me. Tenho um enorme defeito, sou orgulhosíssima. E tenho outros diversos, como a minha teimosia, (que nem sei se é bem um defeito ou uma qualidade pois pessoas teimosas lutam e não desistem, e eu sou assim), e, também, a minha impulsividade que raramente sou capaz de controlar. Gostava de ser uma rapariga mais calma, menos nervosa, mas, sem me querer gabar, toda a gente gosta de mim com cada defeito que eu tenha pois tenho qualidades que fazem de mim uma excelente pessoa, e isto são apenas pequenas coisas que me dizem.